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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

às vezes tenho a sensação de que partirei cedo. De doença ou de amor, sabe lá... e sinto muito por isso. Sinto mesmo, só por estar viva...um contentamento triste de quem se vai. Ao mesmo tempo, sei que pode ser também um pouco, se sabe, de sabedoria disfarçada em mim, de ter a certeza de que nesse mundo, essa é a verdade e talvez nada mais. É verdade, bem se sabe, que um dia, todos terão de ir, que um mundo tão grande e vasto e eterno e de tanta gente não se compara à nossa ínfima existência e que talvez, por isso também, nenhuma sabedoria humana dê conta de qualquer sabedoria da terra, nem pode ser comparada a um fio de ação da natureza. Nós, seres etéreos, de símbolo, de falta, nem disso nos damos conta... pobre de nós! Ainda tenho muito a aprender e sigo assim, tateando na linha turva da existência o conhecimento todo que me falta, que eu nunca saberei e que jamais será o bastante. Vou engatinhando para o conhecimento deste fim de ciclo, que é a vida terrena. Boa reflexão para o fim de ano, encerra-se um ciclo, começa outro. Somos nós que passamos e todo o resto que permanece. Mas o fato é que não basta ser sem pensamento.

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