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sexta-feira, 4 de maio de 2012


vou fazer um diário de bordo na minha própria cidade.
serão dez dias de anotações sobre algumas coisas que me aconteceram ao longo do dia. ufa! acho que vai ser trash, mas vamos lá.

#dia01

1. reunião com o cliente: tive a impressão que me saí melhor do que da última vez.como o sentimento é recorrente, acho que estou avançando.

2. no ônibus: pensei em vários discursos hipotéticos sobre o meu futuro: fiquei cochichando modos de me apresentar se fosse uma professora, uma empresária, consultora, cineasta, escritora... bem, essas coisas que eu sempre quis ser, não necessariamente nessa ordem, mas necessariamente tudo isso. haha!

3. cantei norwegian wood, dos Beatles no meio da rua, bem feliz e satisfeita. a inspiração veio de repente. cantei até o fim, improvisando o final porque não sabia mais a letra.

4. caminhei pela ciclovia do Funcionários e aí me imaginei morando por ali e indo trabalhar de bicicleta, percorrendo aqueles caminhos. No começo de maio é ideal, pensei, porque chove pouco nessa época do ano. Daria pra ir de bike até meados de setembro...coisa boa.

5. sorri ao entrar no escritório. às vezes resolve.

6. disse para uma amiga parte do que pensava sobre sua relação com o trabalho. tomei a liberdade ainda meio comedida porque ando pensando muito no que ela me disse sobre minha relação com as tarefas que assumo e, honestamente, os seus conselhos estão me fazendo refletir até hoje. tomara que os meus também lhe sirvam.

7. percebi que meu amor está enfastiado do assunto 'casamento'. vou ter que me controlar. não posso exigir que os outros se dediquem e pensem nisso à minha maneira, mesmo que o outro a quem me refiro seja o próprio noivo, rsrs.

8. Seguindo os conselhos dos colegas do curso de gestão cultural, assisti ao vídeo "o perigo da história única", um lindo relato da nigeriana Chimamanda Adichie sobre o risco das generalizações, dos esteriótipos, da falta de conhecimento dos povos sobre os outros povos. Incrível!

9. pensei novamente na meditação e em como posso organizar meu tempo para fazê-la. a última vez que meditei foi há aproximadamente 10 anos, na época que eu achava que era hindu! sentava sobre um pano colorido no chão da sala de casa, preparava um miojo e um chá de saquinho. acendia um incenso e ouvia um mantra. comia, bebia e cheirava aquela fumaça! Era o máximo! Foi o mais próximo que cheguei da experiência transcendental.

10. entrei numa sala escura, um museu. passei por uma cortina para ver um curioso objeto em exposição. era uma miniatura perfeita do planeta Marte! Disposto no chão para que várias pessoas pudessem circular o espaço e apreciar aquela estranha representação luminosa. Aliás, nem era bem uma miniatura. Marte era grande, mas isso não era tudo. A sala estava lotada de visitantes. Todos tinham em mãos óculos 6D!!! Fiquei sem entender por que as pessoas colocam os óculos e, rapidamente, o tiravam. Ao levá-los no rosto, a imagem era assustadora! Vi aquela bola laranja, com o seu tamanho aumentado cerca de 50 vezes. A sensação era sufocante, como se todos os presentes fossem ser engolidos pelo planeta. Eis uma prova do realismo dos sonhos e mais do que isso, como o fato de estamos "entre as gentes" não diminui o nosso pavor diante da imensidão e da incompreensão do universo. Tenho esses dramas e uma angustiante consciência de "ser pequeno num mundo que é grande e ser efêmero num mundo que é eterno." E num átimo acordei pra essa sexta-feira, sobressaltada.

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