papeis
comida
asfalto
vento no rosto
travessias
luzes de ônibus
caos de buzina
a rua como lar
pra quem não vive nela
a rua vai sendo
e é
uma poesia do que não é poético
sarjetas imundas
ratos
gatos
sorrateiros
homem bicho
humano
no asfalto
sem descanso
nem intervalo para o almoço
viver no trajeto
traçado em mim um caminho
sempre o mesmo
nunca o mesmo.
na rua que não é minha
nem deles
nem sua
nem de ninguém
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